Acordei meio que desorientada nos últimos dias, mas hoje tinha sido um dia diferente, parecia que eu tinha renascido e não acordado,era totalmente diferente do que eu vinha passando nos últimos dias,sempre dormindo mal e pouco, acordando fácil.. Era sempre aquela dor, aquele aperto quase que incurável.Mas o aperto continuava ali,só que cada dia mais fraco, cada vez mais leve e cada vez mais esquecido.
Voltei a me deitar para tentar acordar no outro dia para me sentir melhor, mais forte,mas como sempre acontece, fiquei perdida naqueles pensamentos vagos de nostalgia, o que me faria esquecer aquilo tudo? Ou nunca esqueceria? Porque o fim de qualquer coisa incomodava tanto? A vontade que me dava era de levantar daquela cama e simplismente desaparecer do mundo por alguns minutos, dá um fim a existência nem que por alguns segundos só para sentir a alma mais leve,me sentir um pouco limpa e renovada.. A rotina parecia consumir tudo que era de bom em mim,dos amores até os amigos, nada estava querendo mais ficar em seu lugar e eu simplismente queria mudar aquilo que me causava dores intermináveis e incuráveis. Sentia aqui, mais uma vez de expor toda essa complexidade de sentimentos,quantas vezes mais iria me perguntar o quanto iria sofrer? quanto mais iria segurar toda aquela dor? Foi nesse mergulho em sentimentos que houve um grito interno, uma vontade de me salvar, mais uma vez, de reagir mais uma vez de tentar correr atrás de tudo que estava me sendo tomado,mesmo sabendo que algumas não voltariam ao seu lugar e certamente não seriam a mesma coisa,talvez, nunca mais.
Com as poucas experiências que passei - e as várias que ainda vou passar. - percebi, com as dores, que nem todo mundo estava apto a amar e ser amado,que nem todo mundo tenta perdoar e ser perdoado, nem todo mundo tem esse momento de reflexão para ser uma pessoa melhor,ou pelo menos tentar.. O amor entre os seres se tornou cada vez mais pisoteado,mais escasso, e ficava eu em um monólogo, o quanto mais eu teria que viver para ver cada vez mais a frieza humana diante da sua própria raça? me doía só em pensar..
A realidade me puxava de volta para minha cama que começava a ser fria,silenciosa e cada vez mais úmida...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Relicário.
''Bleen, blong'' fazia mais uma vez a porta do meu guarda-roupa de ferro mais velho que eu. Lá estava eu mechendo mais uma vez no entulho de coisas que existe dentro dele.. tentando arrumá-lo - espero! - mas fica impossível com o mundo que existe dentro dele, e nesse mundo, achei uma antiga caixa, daquelas que você guarda qualquer tipo de recordação,de cartas a pequenas lembranças,umas coisas com muito valor e outras que nem tanto,que as vezes nem lembro porque estão ali.. resolvi limpar aquela parte de mim que estava na caixa, a parte que me incomodava, que sempre me lembrava coisas ruins, mas deixei mais coisas que me lembravam coisas boas que ruins. Ao mesmo tempo que fazia essa limpeza na caixa, lavava ali a minha alma por inteiro,retirava as dores, os vícios,as mágoas e tudo que um dia teria me feito mal. Uma gota veio não sei de onde, olhei-me e percebi que estava repleta de lembraças e lágrimas,seria aquilo uma fraqueza ou será que nem tudo realmente passou? Era difícil me questionar sobre aquelas coisas que estavam enterradas há tanto tempo, que me causava tantas memórias mortas, se assim posso dizer.. Sei que aquele sentimento de angustia eu queria longe de mim - e fiz o máximo para mantê-los longe de mim - parecia agora me consumir, porque pessoas e sentimentos tinham tomado aquele rumo? - creio que essa resposta iria me acompanhar pro resto da vida..
Eu tive que passar por cima dessas recordações e continuar arrumando aquele guarda-roupa velho e que fazia o mesmo barulho toda vez que eu mechia nele, o mesmo que me trazia a união de duas épocas diferentes da minha vida, a infância e a juventude..coisas que só esse guarda-roupa vai saber, pro resto da minha vida,quem imaginaria um objeto saber mais de mim mesma do que qualquer outra pessoa da minha vida? é, tenho que voltar a minha rotina.
Eu tive que passar por cima dessas recordações e continuar arrumando aquele guarda-roupa velho e que fazia o mesmo barulho toda vez que eu mechia nele, o mesmo que me trazia a união de duas épocas diferentes da minha vida, a infância e a juventude..coisas que só esse guarda-roupa vai saber, pro resto da minha vida,quem imaginaria um objeto saber mais de mim mesma do que qualquer outra pessoa da minha vida? é, tenho que voltar a minha rotina.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Aquarela.
Ontem olhei mais uma vez pela janela e mais uma vez não encontrei o que queria ver, via apenas uma parede branca - dessa vez,literalmente branca - mas onde estava todo aquela mistura de cores que eu costumava ver diariamente quando olhava para a janela? Onde estaria agora toda aquelas cores? Sentei-me na minha mesinha que está do lado da janela.. os raios solares continuavam a bater da mesma maneira que sempre batiam,acabando por iluminar tudo que havia no quarto,uma iluminação da qual todas as manhãs me dava as boas vindas de mais um dia estava começando.. Fiquei olhando diretamente para as várias fotos que se encontram no meu quarto, me perdia com as várias imagens espalhadas por paredes e móveis, mais uma vez já estava perdida em meus pensamentos - coisa que não é difícil de acontecer - dessa vez pensando sobre as cores que tinham desaparecido da minha janela.. Há muitas cores no quarto, mas nenhuma era a cor que eu sempre via na janela,a mesma que sempre me dava uma estranha sensação de renovação a cada vez que eu cruzava meu olhar naquela janela.. Afinal,onde havia parado? Estava me cansando de perguntar.. Até que. Olhei-me em um espelho, daqueles quadrados antigos e comuns, percebi o quanto o tempo tinha passado, não para o espelho, mas para mim.. Vi o quanto havia mudado e havia crescido,o quanto tinha me tornado mais amarga e quantas vezes tinha parado para pensar nisso tudo - nenhuma vez. Onde está a vida que eu tinha? Por onde se perdeu? Eu via hoje uma pessoa que deixou para trás muitas coisas, mas invés de aprender a conviver mais com as anormalidades humanas,fechei-me ao meu eu - e quanto! - e acabei por me resumir apenas a algumas poucas amizades,das quais eu fui ver seu real valor agora. Mas as cores,cadê? Eu voltei a vê-las no momento que reencontrei o ''eu'' de antes e comecei a procurar novos horizontes, novas pessoas,novos amores,novos sorrisos e principalmente, novas cores...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ben.
Certo dia estava eu e ele perdidos em um pensamento, um raciocínio que não chegaria a lugar algum,mas continuaria ali um silêncio quase mortal que separaria um ''nós'', e deixaríamos para trás um ''eu''.. Mas afinal, a que pontos chegamos aqui? Começaria aqui um retrocesso - ao início - de todo esse silêncio e nostalgia?
Minhas mãos se entrelaçavam e cada vez que olhava ao meu redor; as pessoas rindo, as crianças brincando e sol tendo sua última oportunidade de clariar a vida; eles me lembram uma infância que eu imaginei ter tido ou que pelo menos esperei ter. De repente eu estava viajando em meus pequenos pensamentos que começaram a ser grandes sonhos ou sonhos que eu imaginei ter algum dia, poderiam ser idéias atordoadas que apenas queriam ter um tempo pra elas mesmas, um tempo que não tivera até então..
Parei. Uma criança parou e sorriu com um sorriso que tinha claridade - esplêndida - olhos de um amor que era difícil de encontrar nos seres humanos, a pureza e a alegria que me fazia esquecer todo aquele silêncio que cheguei a me questionar de onde teria começado.. afinal porque eu estava me surpreendendo tanto com aquilo que estava acontecendo,são coisas da vida, coisas que todo mundo passa, dificuldades que têm - e devem - ser ultrapassadas.. Mas porque todo mundo diz ''isso tudo passa, algum dia passa'' se nós sabemos que tem coisas que não passam e teimam a nos pertubar cada dia das nossas vidas.. Seria ali o fim e o começo pra mais uma dor? É.. Deixei-me levar por minhas aventuras mentais e comecei a voltar a realidade, uma realidade a qual não queria voltar - mas devia.
Voltamos ao começo estava eu e o meu coração mais uma vez questionando para onde íamos,o que queríamos e onde chegaríamos - mais uma vez. Queria saber quantas vezes ia parar no mesmo lugar, pensaria várias vezes e chegaria a mesma conclusão que continuo sem resolver nada e apenas fazendo da minha vida O hoje, sem projetos, sem esperas e sempre me surpreendendo mais? Seria que ''Eles não vêem como eu vejo..
Eu gostaria que eles tentassem,tenho certeza de que pensariam novamente e se tivessem um amigo como o Ben'' - meu coração Ben - fariam as coisas diferentes, viveriam diferente e teriam uma quebra da realidade parecida ou totalmente diferente da minha..
Minhas mãos se entrelaçavam e cada vez que olhava ao meu redor; as pessoas rindo, as crianças brincando e sol tendo sua última oportunidade de clariar a vida; eles me lembram uma infância que eu imaginei ter tido ou que pelo menos esperei ter. De repente eu estava viajando em meus pequenos pensamentos que começaram a ser grandes sonhos ou sonhos que eu imaginei ter algum dia, poderiam ser idéias atordoadas que apenas queriam ter um tempo pra elas mesmas, um tempo que não tivera até então..
Parei. Uma criança parou e sorriu com um sorriso que tinha claridade - esplêndida - olhos de um amor que era difícil de encontrar nos seres humanos, a pureza e a alegria que me fazia esquecer todo aquele silêncio que cheguei a me questionar de onde teria começado.. afinal porque eu estava me surpreendendo tanto com aquilo que estava acontecendo,são coisas da vida, coisas que todo mundo passa, dificuldades que têm - e devem - ser ultrapassadas.. Mas porque todo mundo diz ''isso tudo passa, algum dia passa'' se nós sabemos que tem coisas que não passam e teimam a nos pertubar cada dia das nossas vidas.. Seria ali o fim e o começo pra mais uma dor? É.. Deixei-me levar por minhas aventuras mentais e comecei a voltar a realidade, uma realidade a qual não queria voltar - mas devia.
Voltamos ao começo estava eu e o meu coração mais uma vez questionando para onde íamos,o que queríamos e onde chegaríamos - mais uma vez. Queria saber quantas vezes ia parar no mesmo lugar, pensaria várias vezes e chegaria a mesma conclusão que continuo sem resolver nada e apenas fazendo da minha vida O hoje, sem projetos, sem esperas e sempre me surpreendendo mais? Seria que ''Eles não vêem como eu vejo..
Eu gostaria que eles tentassem,tenho certeza de que pensariam novamente e se tivessem um amigo como o Ben'' - meu coração Ben - fariam as coisas diferentes, viveriam diferente e teriam uma quebra da realidade parecida ou totalmente diferente da minha..
domingo, 8 de agosto de 2010
Repars
''É estranho começar um ciclo novamente,ou ao menos começar um novo ciclo.. difícil por você ter que retomar antigos hábitos e ter que se adequar novamente. Sempre quando retorno pra uma antiga rotina tento criar atividades que me façam tirar um pouco a cabeça dela, seja um cinema,um dia falando com alguém ou até mesmo fazendo nada. É sempre bom você ter um dia para si,um dia para ver o que fez durante a semana,ou o que deve fazer ainda.. relaxar sempre é bom,mas relaxar é diferente de se acomodar.''
"Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado." Caio Fernando Abreu
definitivamente, repars.
- Ah, vida de vestibulando, porque não me deixas?
"Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado." Caio Fernando Abreu
definitivamente, repars.
- Ah, vida de vestibulando, porque não me deixas?
terça-feira, 27 de julho de 2010
"... mas preciso de magia. Não consigo viver em preto e branco."
É! As vezes a gente precisa de um tempo pra si, um tempo de sorri, um tempo de pensar, um tempo pra esquecer.. Nós continuamos vivendo no meio de um turbilhão de sentimentos que as vezes se chocam, as vezes propositalmente.. mas outras vezes por puro acaso. Complicado exteriorizar seus sentimentos, nem todo mundo vai entender se hoje você vai estar de tpm e amanhã você sair dando pulinhos por aí.
Cada um com seu humor e nós temos que compreender isso, ou pelo menos tentar,nem sempre é possível, mas o convívio com pessoas de diferentes tipos, faz você amadurecer bastante a idéia de que ninguém realmente vai entender alguém por completo..
''Pois bem, suavemente, um dia empurrando o outro, uma primavera após um inverno e um outono depois de um verão, tudo deslizou pouco a pouco, pedacinho por pedacinho; foi embora, partiu, desceu, quero dizer, pois sempre resta alguma coisa no fundo, assim como… um peso, aqui no peito!''
(Trecho do Livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert.)
Cada um com seu humor e nós temos que compreender isso, ou pelo menos tentar,nem sempre é possível, mas o convívio com pessoas de diferentes tipos, faz você amadurecer bastante a idéia de que ninguém realmente vai entender alguém por completo..
''Pois bem, suavemente, um dia empurrando o outro, uma primavera após um inverno e um outono depois de um verão, tudo deslizou pouco a pouco, pedacinho por pedacinho; foi embora, partiu, desceu, quero dizer, pois sempre resta alguma coisa no fundo, assim como… um peso, aqui no peito!''
(Trecho do Livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert.)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Bicho de sete cabeças..
'' Tem dias que você sofre,chora,levanta e amadurece.. é assim,ciclos.. e quantos ciclos passamos por essa vida tão efêmera, quando menos se vê, já passou, já se amou e depois se morre..''
saudade de escrever.. vou tentar frequentar mais isso.
''Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça... '' Geraldo azevedo.
saudade de escrever.. vou tentar frequentar mais isso.
''Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça... '' Geraldo azevedo.
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